Robô faz “tatuagem impossível” via 5G a 6 mil km de distância

Um curioso experimento realizado na Holanda reforçou a qualidade da internet 5G: um robô fez uma tatuagem no braço de uma atriz, acompanhando traços de um tatuador (ser humano) que estava à distância. A conexão de movimentos entre homem e máquina foi feita utilizando somente uma rede de internet de quinta geração.

O projeto, apelidado de “The Impossible Tattoo” (A Tatuagem Impossível), fez parte de uma campanha de marketing da empresa de telefonia T-Mobile, que desejava demonstrar, além da alta velocidade, a capacidade do 5G de lidar com uma grande quantidade de tráfego de dados, apresentando o mínimo de latência. Ele foi divulgado nesta semana.

O braço robótico foi construído do zero, numa tentativa de representar ao máximo a mão de um tatuador. Diversos processos de calibragem foram feitos para que ele funcionasse em perfeita sincronia com o artista em tempo real, com testes realizados em abóboras, tomates e braços sintéticos. Entre os desafios para alcançar a perfeição estavam o ajuste de quantidade de tinta na agulha, a identificação das diferentes texturas de pele e as nuances dos traços do artista.

A sincronização entre o braço do tatuador e o aparelho robótico foi feita por meio de algoritmos capazes de reconhecer superfícies e sensores que faziam um mapeamento geométrico do ambiente. Eles criavam uma nuvem de pontos digitais que representavam os movimentos dos dois membros envolvidos. Depois do posicionamento da agulha no braço robótico, os engenheiros enviaram esses pontos digitais via 5G para o robô, que os aplicava na nova geometria 3D do braço da atriz.

A tatuagem foi feita no braço de Stijn Fransen, que é famosa na Holanda, e o tatuador escolhido para comandar o braço robótico foi Wes Thomas. O experimento foi concretizado em Amsterdã. Enquanto o tatuador fazia seus traços em um braço sintético, o robô reproduzia cada movimento no braço da atriz, que permaneceu com o membro imobilizado. Ela vibrou ao fim do procedimento: “Legal!”.

Um potenciômetro industrial de alta precisão também foi instalado no robô para detectar a superfície do braço da atriz e manter a profundidade desejada da agulha, evitando que o objeto chegasse muito fundo. Apesar da confiança no projeto, os desenvolvedores possuíam acionadores automáticos e manuais para forçar uma parada de emergência, para garantir a segurança da atriz.

O criativo Noel Drew, que comandou a equipe responsável pelo projeto, afirmou que a ideia era fazer uma inovação mundial. “Foi um uso autêntico de tecnologia de ponta, combinada com uma arte milenar para contar uma história muito humana. Se conseguimos usar o 5G para fazer algo assim, estou muito animado para ver o que mais isso pode fazer”, disse em entrevista.

E aí, o que achou disso tudo?

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